Avante Educadores
Cabeçalho em reformulação
22/01/12
12/12/11
II Seminário Internacional da Fundação Lauro Campos - SP e a Greve do CPERS/Sindicato - RS

Por Vera Serpa - Conselho Geral do CPERS/Sindicato
Aconteceu nos dias 30 de novembro, 1º e 2 de dezembro de 2011 o II Seminário Internacional da Fundação Lauro Campos na cidade de São Paulo, com a participação de mais de vinte países. Neste Seminário foi apresentada uma síntese da crise econômica e financeira no mundo, os relatos dos participantes tiveram pontos em comum, como por exemplo: a luta dos trabalhadores contra o imperialismo e contra as medidas neoliberais dos governos, a organização dos pequenos partidos de esquerda e a resistências dos sindicatos aos ataques antidemocráticos. A estabilidade no mundo está ameaçada, os países estão atravessando forte crise econômica e também política, por isso ajustes fiscais com altas taxas de juros.
Em fim, tive o privilegio de participar deste seminário. Sou representante de base da minha categoria, CPERS/Sindicato - RS que esteve por duas semanas em uma difícil greve, na qual, a adesão foi muito pequena devido a vários fatores, visto que: temos muitos professores e funcionários contratados que não fazem greve, os funcionários de escolas que sempre estiveram à frente dos movimentos, desta vez, não aderiram, pois a centralidade da greve no Piso Salarial não contempla essa parcela significativa da categoria. E isso a direção majoritária do CPERS/Sindicato não entendeu, é preciso repensar as táticas e estratégias para lidar com essa realidade, quem sabe: ouvir mais a base. Porém, temos que ter claro a conjuntura política que vivenciamos dentro de nosso próprio sindicato, existe sim uma forte base governista entre nós, a qual está em crise, pois tenta servir a dois senhores e isso se sabe que não é possível.
O CPERS/Sindicato representa uma categoria de mais de 80 mil sócios, mas estamos fragilizados perante um governo que se intitula dos trabalhadores, talvez um dia tenha sido. Hoje, ataca os direitos e implanta reformas neoliberais do Banco Mundial. Neste sentido, precisamos de um sindicado forte, combativo e organizado na defesa dos direitos dos trabalhadores e na defesa da educação pública. Para isso, podemos usar como exemplo a marcha de 540 km dos 2 mil indígenas que derrotou Evo Morales na Bolívia, anulando a construção da estrada que passaria pelo parque nacional, território indígena Tipnis. Mesmo com forte repressão do governo a marcha continuou até a vitória, os indígenas tiveram massivo apoio popular, o qual foi fundamental para o êxito do movimento.
No entanto podemos avaliar como positivo a atuação dos estudantes em nossa greve, se organizaram e juntaram-se aos trabalhadores em educação para protestar contra a reestruturação do Ensino Médio que o governo do estado quer implantar já em 2012, sem discutir claramente as mudanças com a sociedade. O projeto de reestruturação do Ensino Médio vem ao encontro da lei do mercado, para mão de obra nos diversos setores empresarias, diminui a carga horária das disciplinas básicas: como português e matemática no 3º ano, excluindo assim, a possibilidade deste aluno disputar uma vaga na Universidade.
Com certeza as ilusões sobre um governo democrático e popular estão sendo desfeita, à medida que, os ataques aos direitos dos trabalhadores em educação estão sendo constantes, desde a Reforma da Previdência e a alteração da lei das RPVs ( Requisições de Pequeno Valor). Pacote este que foi enviado para Assembléia Legislativa no dia das eleições na entidade. As promessas do candidato Tarso Genro durante a campanha eleitoral até agora são falácias.
Diante desse quadro a greve foi necessária, talvez tardia demais, mas serviu para desmascarar o governo. A máscara caiu! O governo mostrou a que veio! Não podemos continuar nos iludindo, pois esse governo está nos colocando em segundo plano. Precisamos reagir, assim como o povo boliviano.
02/12/11
Educadores suspendem greve, mas mantém mobilização pelo piso e contra a reestruturação do ensino médio
Os trabalhadores estaduais da educação decidiram suspender a greve iniciada no dia 18 de novembro. A suspensão do movimento foi decidida em assembleia geral realizada na tarde desta sexta-feira 2, na Praça da Matriz, em Porto Alegre. Ao final da assembleia, os grevistas colaram cartões vermelhos na parede do Palácio Piratini com recados para o governador Tarso Genro.
A categoria aprovou uma campanha permanente de denúncia do governo que descumpre a lei do piso, tenta implementar políticas que atacam a educação pública e os direitos dos educadores e não cumpre o compromisso de criar, com uma lei estadual, o piso para os funcionários de escola. Outro ponto aprovado foi o boicote da categoria às conferências do governo sobre o ensino médio. A categoria irá manter o debate e as manifestações com a comunidade escolar contra as mudanças propostas pelo governo.
Ainda no calendário de mobilização dos educadores está o debate sobre os prejuízos provocados com o pagamento da dívida pública e as isenções fiscais para os cofres do Estado. O CPERS/Sindicato realizará uma campanha em defesa da imediata realização de concurso público para professores, funcionários de escola e especialistas. A categoria também decidiu fortalecer o plebiscito nacional dos 10% do PIB para a educação pública e pela implementação do piso salarial.
O CPERS/Sindicato também ficou de elaborar uma carta direcionada à comunidade explicando novamente os motivos da greve e denunciando a intransigência e o autoritarismo do governo Tarso. O sindicato realizará, no primeiro semestre de 2012, uma conferência da comunidade escolar para debater um projeto educacional para a educação pública e participará das audiências públicas sobre o piso salarial.
João dos Santos e Silva, assessor de imprensa do CPERS/Sindicato
A categoria aprovou uma campanha permanente de denúncia do governo que descumpre a lei do piso, tenta implementar políticas que atacam a educação pública e os direitos dos educadores e não cumpre o compromisso de criar, com uma lei estadual, o piso para os funcionários de escola. Outro ponto aprovado foi o boicote da categoria às conferências do governo sobre o ensino médio. A categoria irá manter o debate e as manifestações com a comunidade escolar contra as mudanças propostas pelo governo.
Ainda no calendário de mobilização dos educadores está o debate sobre os prejuízos provocados com o pagamento da dívida pública e as isenções fiscais para os cofres do Estado. O CPERS/Sindicato realizará uma campanha em defesa da imediata realização de concurso público para professores, funcionários de escola e especialistas. A categoria também decidiu fortalecer o plebiscito nacional dos 10% do PIB para a educação pública e pela implementação do piso salarial.
O CPERS/Sindicato também ficou de elaborar uma carta direcionada à comunidade explicando novamente os motivos da greve e denunciando a intransigência e o autoritarismo do governo Tarso. O sindicato realizará, no primeiro semestre de 2012, uma conferência da comunidade escolar para debater um projeto educacional para a educação pública e participará das audiências públicas sobre o piso salarial.
João dos Santos e Silva, assessor de imprensa do CPERS/Sindicato
01/12/11
Atividades da greve movimentam regiões do estado nesta quinta

Atividades da greve organizadas pelos educadores e estudantes estão movimentando diferentes regiões do estado nesta quinta-feira (01) para cobrar do governo o piso salarial e se posicionar contra a reestruturação do ensino médio.
Em São Leopoldo, região do 14º Núcleo do CPERS/Sindicato, uma manifestação foi realizada nesta manhã.
Em Palmeira das Missões (foto 02), estudantes e educadores trancar

am o trânsito na manhã desta quinta numa das rodovias de acesso ao município.
Em Santa Cruz do Sul, região do 18º Núcleo, os educadores decidiram realizar uma vigília durante o dia em frente à 6ª Coordenadoria Regional de Educação.
Em Porto Alegre, estudantes do Colégio Inácio Montanha realizaram na Praça da Matriz o enterro simbólico do ensino médio (foto 01).

Na manha de quarta-feira (30), foi realizada uma concentração de estudantes de várias escolas de Getúlio Vargas (foto 03). Reunidos na Escola Antonio Scussel os alunos se delocaram em caminhada até a Praça Central, onde cantaram o Hino Rio Grandense.
Foram deixados na praça cartazes e faixas informando à comunidade os motivos da indignação contra a o projeto de reestruturação do ensino médio.
João dos Santos e Silva, assessor de imprensa do CPERS/Sindicato
Foto 01: Cristiano Estrela
Fotos 02 e 03: Divulgação
Ato contra a Reforma do Ensino Médio!!! Colégio Inácio Montanha
Créditos: Cristiano Estrela fotógrafo do CPERS-sindicato
Movimento Contestação presente em atos contra a reforma do ensino médio
Estudantes levam caixão para a frente do PalácioGrupo de quase 100 pessoas protestou contra reforma do Ensino Médio
Um grupo de aproximadamente 100 alunos do Colégio Estadual Inácio Montanha, localizada no bairro Azenha, em Porto Alegre, realizaram um protesto em frente ao Palácio Piratini contra a reforma do Ensino Médio proposta pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc). Munidos de cartazes com frases contra as mudanças, além de instrumentos musicais, os jovens levaram também um caixão, o qual simbolizava para eles o “enterro da educação pública”.
Estudante do 1º ano do Ensino Médio, Robson Ribeiro, 16 anos, disse que os alunos, pais e professores não foram ouvidos sobre o tema. “Não estamos aqui simplesmente para protestar. Temos posição formada. Os estudantes, se forem chamados, podem contribuir com o debate”, disse. O jovem ponderou que se a reforma for aprovada, não mais poderá trabalhar. “Moro com a minha mãe e ajudo nas despesas de casa trabalhando no estoque de uma importadora no turno da tarde. Caso o Ensino Médio mude, vou ter que dedicar 400 horas para um estágio profissionalizante no qual vou perder a oportunidade de ajudar e juntar dinheiro para fazer as minhas coisas”, frisou.
Segundo Ribeiro, o governo deve construir a mudança em cima do consenso. A coordenadora da mobilização, Rejane Aretz, acredita que se as mudanças no Ensino Médio acontecerem, as chances dos estudantes de escolas públicas ingressarem nas principais instituições de Ensino Superior gratuito diminuem consideravelmente. “A retirada do tempo de matérias fundamentais para o vestibular significará que o aluno pobre terá ainda menos preparação para concorrer contra o estudante da escola particular, que não será afetada pela reforma e ocupa as vagas dos principais cursos”, comentou. Rejane também criticou o estágio. “O estagiário é mão de obra barata para as empresas”, acrescentou.
Na avaliação da coordenadora-geral do Ensino Médio na Secretaria da Educação Básica do Ministério da Educação, Sandra Regina Oliveira Garcia, a proposta para o Ensino Médio da Seduc é a “mais audaciosa do país rumo à reestruturação curricular”. O diretor pedagógico da Seduc, Sílvio Rocha, destacou que a politecnia, eixo norteador da proposta, é um caminho que aproxima os estudantes do mundo do trabalho. “A incorporação do conceito não visa, porém, preparar somente para o trabalho, mas instrumentalizar os alunos para estabelecer relações com o mundo, de forma crítica e autônoma”, assinalou.
Desde a semana passada, o Magistério está em greve. A classe também reivindica o abandono da reforma do Ensino Médio. Os professores pedem ainda pagamento do Piso Nacional.
Fonte: Marcos Koboldt / Correio do Povo
Disponivel em http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=366644
23/11/11
Ato em defesa da greve do magistério estadual em Cachoeira do Sul
4º Núcleo - Cachoeira do Sul
Um grupo de alunos, professores e funcionários se reuniram na tarde do dia 22 de novembro/11 das 15h às 17h na Praça Honorato de Souza Santos, no centro da cidade para desenvolver uma aula cidadã. Nesta aula foram feitos esclarecimentos a comunidade sobre os motivos da Greve deflagrada em nossa Assembleia Geral - 18/11/11. O não pagamento da Lei do PISO SALARIAL E AS MUDANÇAS NO ENSINO MÉDIO.
Aproveitamos a oportunidade também para realizar o plebiscito nacional em defesa da Escola Pública.
Por Gleci Maria Hoffmann Diretora Geral do 4º Núcleo do CPERS/Sindicato



Um grupo de alunos, professores e funcionários se reuniram na tarde do dia 22 de novembro/11 das 15h às 17h na Praça Honorato de Souza Santos, no centro da cidade para desenvolver uma aula cidadã. Nesta aula foram feitos esclarecimentos a comunidade sobre os motivos da Greve deflagrada em nossa Assembleia Geral - 18/11/11. O não pagamento da Lei do PISO SALARIAL E AS MUDANÇAS NO ENSINO MÉDIO.
Aproveitamos a oportunidade também para realizar o plebiscito nacional em defesa da Escola Pública.
Por Gleci Maria Hoffmann Diretora Geral do 4º Núcleo do CPERS/Sindicato
Greve de coerência
Por JUREMIR MACHADO DA SILVA
A greve do magistério do Rio Grande do Sul é um caso de escola para se analisar as contradições da política. Ou dos políticos? Tenho certeza de que se estivesse sobrando muito dinheiro o governador Tarso Genro pagaria o Piso na hora. O problema é que só quatro estados brasileiros (Minas Gerais, Pará, Bahia e Rio Grande do Sul) não o pagam. E a Bahia garante que paga, sim. Como é que conseguem? Outro ponto é o tempo para preparação de aulas garantido pela nova lei: 17 estados não o respeitam. Mas, quanto ao salário, só três ou quatro. No "Esfera Pública", na Rádio Guaíba, o senador petista Paulo Paim botou o governo numa saia justa. Lembrou que durante a sua campanha, em 2010, fartou-se, assim como seus companheiros de partido, de atacar a governadora Yeda Crusius por não querer pagar o Piso. Como mudar de discurso agora? Como passar do duro "Yeda não paga porque quer" para o mole "Tarso não paga porque não pode?"
Sou testemunha de que Tarso Genro não prometeu pagar o Piso imediatamente. No mesmo "Esfera Pública", durante a campanha eleitoral, comprometeu-se a fazê-lo ao longo do seu mandato. Mas isso não poderia ser no apagar das luzes ou a conta ficaria para o governo seguinte, que poderá ser o dele mesmo ou de outro. A contradição volta: por que os petistas cobravam pagamento imediato de Yeda e querem pagar a médio ou longo prazo? A única explicação é a tradicional: uma coisa é ser oposição, outra é ser situação. Como diz o sábio, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. O problema do governador Tarso Genro com os professores, sobre o Piso, é o que o seu partido disse antes, como opositor, sobre o mesmo assunto. Situação agravada pelo fato de que a maioria esmagadora dos estados brasileiros paga o Piso. Por fim, esperava-se que o Cpers fosse correia de transmissão do governo e desse mole nessa questão. Alguns criticavam o Cpers por antecipação. A surpresa está aí. Sem dó nem fidelidade.
Em linguagem dura, o Rio Grande do Sul está fora da lei. Paulo Paim foi mais longe: como aceitar que o seu office boy no Senado ganhe o dobro do Piso de um professor? A política está atolada em contradições. Cada partido tem o seu mensalão. Atacados, todos criticam o financiamento privado de campanha. Assim: dado que existe a necessidade de pedir dinheiro às empresas privadas, que fazem negócios com o Estado, é inevitável um troca-troca. Nalguns casos, empresas dão propinas para ter licitações aprovadas. Em outros, devolvem parte do orçamento superfaturado. Coro: só o financiamento público resolve.
Não será uma maneira de aproveitar o pepino para fazer uma boa limonada? Não ter mais de correr atrás de dinheiro para campanha? A impressão é de que toda afirmação de um político é estratégica: fortalecer seu interesse ou o do seu partido. O governo do Rio Grande do Sul parece só ter uma medida a tomar para acabar com a greve do magistério e sair da contradição: apresentar um cronograma de pagamento do Piso. E aprender uma lição: é preciso tomar cuidado com o que se diz. O último problema é que essa lei do Piso foi concebida por Tarso Genro. Se não pagar agora, vai ter custo nas eleições de 2012.
JUREMIR MACHADO DA SILVA é jornalista, escritor e professor
* Artigo publicado no jornal Correio do Povo, de Porto Alegre (RS), em 22.11.11
A greve do magistério do Rio Grande do Sul é um caso de escola para se analisar as contradições da política. Ou dos políticos? Tenho certeza de que se estivesse sobrando muito dinheiro o governador Tarso Genro pagaria o Piso na hora. O problema é que só quatro estados brasileiros (Minas Gerais, Pará, Bahia e Rio Grande do Sul) não o pagam. E a Bahia garante que paga, sim. Como é que conseguem? Outro ponto é o tempo para preparação de aulas garantido pela nova lei: 17 estados não o respeitam. Mas, quanto ao salário, só três ou quatro. No "Esfera Pública", na Rádio Guaíba, o senador petista Paulo Paim botou o governo numa saia justa. Lembrou que durante a sua campanha, em 2010, fartou-se, assim como seus companheiros de partido, de atacar a governadora Yeda Crusius por não querer pagar o Piso. Como mudar de discurso agora? Como passar do duro "Yeda não paga porque quer" para o mole "Tarso não paga porque não pode?"
Sou testemunha de que Tarso Genro não prometeu pagar o Piso imediatamente. No mesmo "Esfera Pública", durante a campanha eleitoral, comprometeu-se a fazê-lo ao longo do seu mandato. Mas isso não poderia ser no apagar das luzes ou a conta ficaria para o governo seguinte, que poderá ser o dele mesmo ou de outro. A contradição volta: por que os petistas cobravam pagamento imediato de Yeda e querem pagar a médio ou longo prazo? A única explicação é a tradicional: uma coisa é ser oposição, outra é ser situação. Como diz o sábio, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. O problema do governador Tarso Genro com os professores, sobre o Piso, é o que o seu partido disse antes, como opositor, sobre o mesmo assunto. Situação agravada pelo fato de que a maioria esmagadora dos estados brasileiros paga o Piso. Por fim, esperava-se que o Cpers fosse correia de transmissão do governo e desse mole nessa questão. Alguns criticavam o Cpers por antecipação. A surpresa está aí. Sem dó nem fidelidade.
Em linguagem dura, o Rio Grande do Sul está fora da lei. Paulo Paim foi mais longe: como aceitar que o seu office boy no Senado ganhe o dobro do Piso de um professor? A política está atolada em contradições. Cada partido tem o seu mensalão. Atacados, todos criticam o financiamento privado de campanha. Assim: dado que existe a necessidade de pedir dinheiro às empresas privadas, que fazem negócios com o Estado, é inevitável um troca-troca. Nalguns casos, empresas dão propinas para ter licitações aprovadas. Em outros, devolvem parte do orçamento superfaturado. Coro: só o financiamento público resolve.
Não será uma maneira de aproveitar o pepino para fazer uma boa limonada? Não ter mais de correr atrás de dinheiro para campanha? A impressão é de que toda afirmação de um político é estratégica: fortalecer seu interesse ou o do seu partido. O governo do Rio Grande do Sul parece só ter uma medida a tomar para acabar com a greve do magistério e sair da contradição: apresentar um cronograma de pagamento do Piso. E aprender uma lição: é preciso tomar cuidado com o que se diz. O último problema é que essa lei do Piso foi concebida por Tarso Genro. Se não pagar agora, vai ter custo nas eleições de 2012.
JUREMIR MACHADO DA SILVA é jornalista, escritor e professor
* Artigo publicado no jornal Correio do Povo, de Porto Alegre (RS), em 22.11.11
22/11/11
PSOL- RS APOIA A GREVE DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO
20 de novembro de 2011
PSOL RS
O PSOL afirma que os 2 bilhões para pagar o Piso podem vir da suspensão do pagamento da dívida do RS com a União
O Partido Socialismo e Liberdade – PSOL/RS – preocupado com a queda da qualidade da Educação Pública de nosso Estado, o que dificulta sobremaneira a implementação de um projeto de desenvolvimento econômico e social centrado na igualdade social, na solidariedade humana, no respeito à natureza, vem expressar ao CPERS/Sindicato seu total apoio a greve dos bravos trabalhadores em educação e colocar-se junto a esta lutadora categoria e a este sindicato para que suas justas reivindicações sejam atendidas por quem é de dever: o Governo do Estado.
Para nós o atual governo, através do senhor Governador, em evento organizado pelo CPERS, comprometeu-se a pagar o Piso Salarial do Magistério e extendê-lo aos Funcionários de Escola, a preservar o plano de carreira do magistério e a não adotar a meritocracia na educação. Estranhamente, agora adota medidas que contrariam os compromissos assumidos, atacam os direitos dos trabalhadores em educação e anuncia que implantará uma reforma do Ensino médio de forma unilateral, e mais grave, que reforça a desigualdade social em nome de atender os interesses do mercado.
A reforma do ensino médio traz graves conseqüências para os filhos da classe trabalhadora como, por exemplo, o aumento das dificuldades de acesso à universidade pública e a ilusão de que preparará os mesmos para o seu ingresso no mundo do trabalho, transformando-os em mão de obra semiqualificada e barata para os empresários.
O Governo do PT tem dito que não tem recursos para pagar o Piso Salarial, conforme a decisão do STF, e divulgou notas em que o valor necessário seria de 2 bilhões.
Nós do PSOL afirmamos que, exatamente, os alegados 2 bilhões necessários são os que estão sendo pagos ao governo federal anualmente por conta da dívida do Estado com a União. Dívida que iniciou em R$ 3 bilhões e, depois de pagos R$ 10 bilhões entre 1998 e 2010 atinge atualmente a soma de R$ 36 bilhões, conforme conta no projeto de lei orçamentária 2012.
O PSOL, por seu compromisso com a classe trabalhadora gaúcha, com a valorização dos trabalhadores em educação e a defesa de uma educação pública de qualidade e como elemento essencial para o desenvolvimento de nosso estado e país, reafirma seu apoio a greve, a luta da comunidade escolar contra a excludente reforma do ensino Médio e se coloca junto com esta brava categoria e este valoroso sindicato.
Porto Alegre, 20 de novembro de 2011.
PEDRO RUAS – Presidente Estadual do PSOL/RS
PSOL RS
O PSOL afirma que os 2 bilhões para pagar o Piso podem vir da suspensão do pagamento da dívida do RS com a União
O Partido Socialismo e Liberdade – PSOL/RS – preocupado com a queda da qualidade da Educação Pública de nosso Estado, o que dificulta sobremaneira a implementação de um projeto de desenvolvimento econômico e social centrado na igualdade social, na solidariedade humana, no respeito à natureza, vem expressar ao CPERS/Sindicato seu total apoio a greve dos bravos trabalhadores em educação e colocar-se junto a esta lutadora categoria e a este sindicato para que suas justas reivindicações sejam atendidas por quem é de dever: o Governo do Estado.
Para nós o atual governo, através do senhor Governador, em evento organizado pelo CPERS, comprometeu-se a pagar o Piso Salarial do Magistério e extendê-lo aos Funcionários de Escola, a preservar o plano de carreira do magistério e a não adotar a meritocracia na educação. Estranhamente, agora adota medidas que contrariam os compromissos assumidos, atacam os direitos dos trabalhadores em educação e anuncia que implantará uma reforma do Ensino médio de forma unilateral, e mais grave, que reforça a desigualdade social em nome de atender os interesses do mercado.
A reforma do ensino médio traz graves conseqüências para os filhos da classe trabalhadora como, por exemplo, o aumento das dificuldades de acesso à universidade pública e a ilusão de que preparará os mesmos para o seu ingresso no mundo do trabalho, transformando-os em mão de obra semiqualificada e barata para os empresários.
O Governo do PT tem dito que não tem recursos para pagar o Piso Salarial, conforme a decisão do STF, e divulgou notas em que o valor necessário seria de 2 bilhões.
Nós do PSOL afirmamos que, exatamente, os alegados 2 bilhões necessários são os que estão sendo pagos ao governo federal anualmente por conta da dívida do Estado com a União. Dívida que iniciou em R$ 3 bilhões e, depois de pagos R$ 10 bilhões entre 1998 e 2010 atinge atualmente a soma de R$ 36 bilhões, conforme conta no projeto de lei orçamentária 2012.
O PSOL, por seu compromisso com a classe trabalhadora gaúcha, com a valorização dos trabalhadores em educação e a defesa de uma educação pública de qualidade e como elemento essencial para o desenvolvimento de nosso estado e país, reafirma seu apoio a greve, a luta da comunidade escolar contra a excludente reforma do ensino Médio e se coloca junto com esta brava categoria e este valoroso sindicato.
Porto Alegre, 20 de novembro de 2011.
PEDRO RUAS – Presidente Estadual do PSOL/RS
Assinar:
Postagens (Atom)









