10/05/2010

A Condenação do CPERS/Sindicato


Por Vera Serpa – Agente Educacional em Santa Maria

A condenação imposta ao CPERS/Sindicato pelo juiz Eduardo João lima Costa, da 4ª Vara Civil de Porto Alegre é no mínimo questionável, é notório saber que o julgamento das sentenças deve ser imparcial, justa conforme os códigos da lei determinam.
Devemos nos perguntar se uma manifestação legitima, em via pública deve ser condenada? Se houvesse uma manifestação em frente à casa de qualquer trabalhador, seus filhos e netos perdessem um dia de aula, será que esse magistrado faria essa mesma interpretação da lei? Será que esse juiz sabe que um professor de 20h semanais ganha mais ou menos R$ 7,00 por hora de trabalho.
O valor indenizatório de R$ 20,4 mil em favor dos netos da Governadora é motivo de indignação e de profunda reflexão. Os alunos das Escolas Estaduais que perdem aulas por falta de transporte, de professores ou por falta de condições das Escolas também devem pedir indenização ao Estado? Os netos da Governadora têm mais direitos que as crianças da classe trabalhadora? Segundo a Constituição todos são iguais perante a lei.
No entanto, os trabalhadores em educação, que tem por oficio além de ensinar conteúdos programáticos formar seus alunos para serem cidadãos conscientes e agentes transformadores da sociedade, não tem representantes políticos de sua categoria. Os empresários, por exemplo, tem sua representação garantida para continuarem aprovando projetos que sempre são a favor da classe dominante. E por incrível que pareça quem elege esses políticos somos nós, o povo.
Nesse ano eleitoral é preciso que os nossos corações e mentes estejam alerta, pois segundo Bertolt Brecher ¨o pior de todos os bandidos é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.¨ Não sejamos analfabetos políticos, precisamos sim participar das decisões na políticas, pois é através dela que as coisas acontecem ou não. A mudança só depende de nós.
Em fim, a Categoria dos Trabalhadores em Educação, na qual eu me incluo tem por obrigação valorizar bem o seu voto, escolhendo os candidatos que realmente são comprometidos com a educação. Quem sabe assim os filhos e netos dos trabalhadores tenham transporte, escola de qualidade, professores e funcionários felizes e bem remunerados e que essa categoria não precise mais tomar as ruas em protesto e que nenhuma criança perca um dia de aula.

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